Courier de l'Égypte - Zelensky prevê inverno com guerra após reunião com enviados dos EUA

Zelensky prevê inverno com guerra após reunião com enviados dos EUA

Zelensky prevê inverno com guerra após reunião com enviados dos EUA

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a guerra com a Rússia deve se estender pelo inverno, após se reunir neste domingo com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, em Kiev.

Tamanho do texto:

O presidente fez essa declaração após Witkoff ressaltar em entrevista coletiva que "ambas as partes terão que fazer concessões e reduzir suas diferenças. Acreditamos que temos os elementos necessários para consegui-lo." Na véspera, o enviado se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin.

Zelensky fez uma avaliação positiva das conversas, apesar de prever uma extensão do conflito: “Esperamos muito podermos chegar a acordos com nossos parceiros americanos, e contamos com o apoio dos nossos parceiros europeus caso a guerra se estenda até o inverno, como se prevê atualmente. Ainda assim, as equipes fazem hoje uma avaliação positiva das nossas perspectivas."

Witkoff e Kushner viajaram a Kiev pela primeira vez, como parte dos esforços dos Estados Unidos para encerrar a guerra. Por causa das negociações, Putin decretou uma suspensão dos bombardeios contra Kiev até esta segunda-feira, e afirmou que garantiria a segurança dos enviados. A Ucrânia anunciou uma interrupção dos ataques contra Moscou no mesmo período.

Mais cedo, Witkoff disse que teve um encontro "muito significativo, substancial e importante" com Zelensky, após o qual teve início outra reunião, entre os enviados de Washington, uma delegação ucraniana e autoridades de segurança de Reino Unido, França e Alemanha.

Desde que passaram a atuar como mediadores no conflito, iniciado por uma invasão russa em 2022, Witkoff e Kushner visitaram Moscou oito vezes, mas esta é a primeira visita dos dois à capital ucraniana, aonde chegaram de trem.

Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu encerrar a guerra na Ucrânia em 24 horas após retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025. Desde então, nenhuma das rodadas de negociações promovidas por Washington conseguiu produzir avanços concretos para encerrar o conflito mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Iaroslav, 29, morador de Kiev, avaliou que a aguardada visita dos dois enviados americanos é apenas mais uma das “múltiplas iniciativas diplomáticas” já tentadas, e disse que se mantém cético.

Witkoff e Kushner discutiram ontem em Moscou “planos substanciais para os próximos passos, que serão anunciados nas próximas semanas”, informou um funcionário da Casa Branca à AFP.

As hostilidades continuavam em outras regiões da Ucrânia e da Rússia. Na noite deste sábado, Moscou atacou a Ucrânia com 108 drones e mísseis, informou a força aérea ucraniana, que disse ter derrubado a maior parte dos projéteis. Já o Exército russo declarou ter neutralizado 258 drones ucranianos lançados à noite contra o seu território.

Pelo menos três civis ficaram feridos na Ucrânia em ataques ocorridos na madrugada de hoje, enquanto um homem morreu e uma mulher ficou ferida após um ataque de drone ucraniano contra seu veículo na região russa de Belgorod.

D.Mohamed--CdE