Courier de l'Égypte - Rubio encerra no Peru viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico

Rubio encerra no Peru viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico
Rubio encerra no Peru viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico / foto: ERNESTO BENAVIDES - AFP

Rubio encerra no Peru viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, encerrou nesta quinta-feira (10), no Peru, uma viagem relâmpago pela América Latina, na qual aprofundou a cooperação com os governos conservadores para combater conjuntamente o narcotráfico e o crime organizado.

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Após visitar Equador e Colômbia, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos se reuniu, em Lima, com a presidente conservadora Keiko Fujimori, que assumiu o poder no fim de julho.

Antes de sua chegada, Rubio anunciou que o Peru era o último a aderir ao Escudo das Américas, a coalizão de países liderada pelo governo de Donald Trump para combater o tráfico de drogas e o crime organizado na região.

Esta adesão permitirá ao Peru "obter informação mais rápida" e "agir com mais firmeza", comemorou Fujimori, durante uma coletiva de imprensa conjunta com Rubio no Palácio de Governo.

"Saudamos hoje a decisão política do presidente Trump de olhar para a América Latina", disse a presidente, ressaltando a recente captura na Bolívia do líder de uma temida quadrilha peruana que praticava extorsões com informação do FBI.

Sua administração propõe reforçar com os militares o combate ao crime e catalogar como "terroristas" os grupos criminosos mais violentos.

O país atravessa uma crise de segurança. O número de homicídios multiplicou-se por 2,6 entre 2018 e 2025, enquanto as denúncias de extorsão aumentaram oito vezes.

Com 34 milhões de habitantes, o Peru é um dos principais produtores mundiais de cocaína. Redes internacionais do narcotráfico operam em seu território.

"Ao se envolverem na região, os Estados Unidos não estão fazendo um favor. É essencial para nossa própria segurança, para nossa própria prosperidade, para nosso próprio bem-estar", disse Rubio.

"Não faremos nada que nossos parceiros não nos peçam para fazer. Isto é uma democracia", assegurou.

Na quarta-feira, em Quito, onde se reuniu com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, o secretário de Estado americano anunciou que o grupo criminoso 'Los Tiguerones' seria designado como "organização terrorista", o que proíbe o acesso ao sistema financeiro americano e qualquer transação em seu benefício.

Washington já fez o mesmo com outros grupos criminosos equatorianos, assim como com o 'Tren de Aragua', da Venezuela, e com o cartel de Sinaloa, no México.

"Não estamos falando de uma máfia normal, não estamos falando de criminosos, estamos falando de terroristas que (...) em muitos casos têm armas e equipamentos que se parecem com os de um exército nacional", disse Rubio à imprensa.

Rubio também considerou que o México, presidido pela esquerdista Claudia Sheinbaum, deveria fazer mais na luta contra os cartéis de drogas.

- "Quintal" -

A viagem sul-americana de Marco Rubio acontece em meio a uma onda conservadora na América Latina, que levou ao poder políticos de direita alinhados a Trump.

Durante sua visita à Colômbia, na terça-feira, Rubio prometeu ao novo presidente de direita, Abelardo de la Espriella, estreitar mais os laços que Washington tem com Bogotá, após quatro anos de um governo de esquerda.

O governo dos Estados Unidos também não esconde sua intenção de conter a influência de China, Rússia e Irã na América Latina, sobretudo na Venezuela, uma prioridade definida na estratégia de segurança nacional.

"O hemisfério ocidental não é o 'quintal' de ninguém", manifestou-se a embaixada da China em Lima por meio de sua conta no X, antes da chegada de Rubio.

"A cooperação entre a China e a América Latina não está dirigida contra terceiros e tampouco deve estar sujeita a interferências de terceiros", expressou a representação diplomática chinesa.

Washington expressa o claro desejo de influir na região em nome da chamada "doutrina Donroe", uma fusão do nome de Donald Trump e do sobrenome de James Monroe, presidente americano que há mais de dois séculos designou a América Latina como área de influência dos Estados Unidos.

K.Ehab--CdE