Courier de l'Égypte - Presidente Arévalo descarta operações militares dos EUA na Guatemala

Presidente Arévalo descarta operações militares dos EUA na Guatemala
Presidente Arévalo descarta operações militares dos EUA na Guatemala / foto: ARNULFO FRANCO - AFP

Presidente Arévalo descarta operações militares dos EUA na Guatemala

O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, descartou a possibilidade de operações militares dos Estados Unidos contra o crime organizado em seu país, em entrevista à AFP.

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O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse à CBS há uma semana que Washington poderia realizar ações militares na Guatemala e no Equador semelhantes à que matou Héctor Guerrero, conhecido como "Niño Guerrero", líder da gangue Tren de Aragua, na Venezuela.

Arévalo, que participa da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Panamá, negou ter aprovado ataques conjuntos com as forças armadas dos EUA em solo guatemalteco, conforme noticiado pelo The New York Times no final de maio.

- Em que consiste a cooperação com Washington?

O que precisamos é de treinamento e apoio no nível de operações táticas para o planejamento de operações e o compartilhamento de informações de inteligência.

- Haverá atuação militar dos EUA na Guatemala?

Operar militarmente, portar armas (...) não é permitido por lei.

Nossa Constituição não permite operações militares conjuntas como as realizadas em outros lugares, mas temos operações de cooperação.

Os Estados Unidos apoiam as forças de segurança da Guatemala para que se tornem mais eficazes no combate ao narcotráfico.

- Mas os EUA levantaram essa possibilidade?

Os Estados Unidos nos perguntaram em que termos estaríamos dispostos a estabelecer esses mecanismos.

Respondemos, naturalmente, dentro do marco desses parâmetros, que são aqueles que podemos politicamente, porque temos um interesse comum; mas também legalmente, porque temos certas limitações às nossas ações.

Podemos realizar operações (como a contra Héctor Guerrero) com policiais e militares guatemaltecos.

- O que muda na relação com os EUA após a saída da procuradora Consuelo Porras?

Tínhamos uma procuradora cuja responsabilidade era processar o tráfico de drogas, o que envolve uma coordenação muito estreita com os Estados Unidos, mas ela não podia viajar para esse país porque estava sob sanções.

Com a saída de Consuelo Porras, a coordenação interna no combate ao crime (...) está começando a funcionar normalmente. Além disso, permite uma coordenação mais eficaz com nossos parceiros internacionais.

- Como vê a ascensão da extrema direita na América Latina?

Precisamos enxergar a região para além das oscilações eleitorais e avançar na consolidação das estruturas democráticas.

Alertei que a polarização existente na América Latina (...) é um dos caminhos para o autoritarismo e que devemos contê-la.

Na medida em que a política de polarização persistir, começaremos a perder legitimidade perante nossos próprios cidadãos.

I.Wael--CdE