Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e sua família confirmaram o falecimento de Oscar, após anos de luta contra um tumor cerebral.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte e conhecido como 'Mão Santa', Oscar marcou 49.737 pontos ao longo de sua carreira nas quadras, somando suas atuações pela seleção brasileira e por clubes.
Ele nunca jogou na NBA, embora tenha sido selecionado pelo New Jersey Nets na década de 1980.
Oscar se aposentou em 2003 como o maior cestinha de todos os tempos na história do basquete, um recorde quebrado pelo superastro americano LeBron James em 2024.
"O maior jogador da história do basquete brasileiro despede-se como um símbolo absoluto do esporte, dono de uma trajetória que redefiniu os limites do possível dentro das quadras", afirmou a CBB em um comunicado.
Casado e com dois filhos, o lendário ex-jogador, que vinha lutando contra um tumor cerebral há anos, havia sido internado anteriormente em um hospital em São Paulo.
Seu filho, Felipe Schmidt, lhe dedicou uma mensagem emocionante no Instagram: "Hoje o mundo perde um ídolo, e eu perco meu pai (...) Agora descansa em paz, pai. Dá um oi para a nossa Nona. Você está no hall da fama da vida".
- "Grande legado" -
Os clubes pelos quais Oscar atuou publicaram mensagens nas redes sociais em homenagem à lenda do basquete.
"Neste momento de luto, o Palmeiras se solidariza com a família, os amigos e os torcedores do imortal Oscar Schmidt", publicou o clube paulista.
O Flamengo "lamenta profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial: Oscar Schmidt. O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis".
O Vasco da Gama expressou seu "profundo" pesar pelo falecimento de "um dos maiores jogadores de basquete do mundo e portador de um legado magnífico para o esporte brasileiro".
Para além das quadras de basquete, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também manifestou suas condolências.
"Oscar, nosso 'Mão Santa', era sinônimo de patriotismo, garra e talento", afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud, em comunicado divulgado pela entidade.
- Recordista olímpico -
Oscar fez história com o Brasil nos Jogos Olímpicos.
Com 1.093 pontos, ele figura como o maior cestinha de todos os tempos no basquete olímpico, tendo competido em cinco torneios: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.
Ele também competiu em quatro edições do Mundial de Basquete.
É membro do Hall da Fama da Fiba e, embora nunca tenha competido na NBA, também está eternizado no Hall da Fama dos Estados Unidos.
"Oscar Schmidt não foi apenas um jogador extraordinário. Foi a definição de entrega, de paixão e de compromisso com o esporte", observou a CBB. "Sua morte encerra uma era. Mas sua grandeza permanece".
M.Nasser--CdE