Courier de l'Égypte - Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos

Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos
Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos / foto: TIMOTHY A. CLARY - AFP

Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos

Enquanto governos de todo o mundo lutam para encontrar formas de reverter a drástica queda das taxas de natalidade, novos estudos sugerem que eles deixaram passar um possível culpado importante: o smartphone.

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"O iPhone é um anticoncepcional?", questionava um artigo publicado nesta segunda-feira (8) pelo National Bureau of Economic Research, que analisa a queda de 22% da fertilidade nos Estados Unidos desde 2007.

A economista Caitlin Myers, do Middlebury College, e seu aluno Ezekiel Hooper testaram a hipótese de que os smartphones — que surgiram com o primeiro iPhone em 2007 — poderiam ter alguma relação com esse fenômeno.

Até 2011, os iPhones estavam disponíveis em apenas uma operadora de telefonia móvel nos Estados Unidos, a AT&T. Por isso, eles compararam condados americanos que possuíam cobertura da AT&T com aqueles que tinham pouca ou nenhuma cobertura durante esses anos.

Eles descobriram que o acesso ao iPhone estava correlacionado com reduções nos nascimentos entre 4,5% e 8,0% entre mulheres de 15 a 19 anos e entre 3,2% e 6,6% entre mulheres de 20 a 24 anos.

Também houve quedas estatisticamente significativas, embora menores, entre mulheres mais velhas.

Embora ressaltem que os iPhones não são a "única causa", os pesquisadores afirmam que o smartphone "desempenhou um papel considerável na queda dos nascimentos nos Estados Unidos" após 2007.

"À medida que os smartphones modernos se difundiram, o tempo passado com amigos presencialmente e a atividade sexual despencaram, ao mesmo tempo em que aumentou o consumo de pornografia, um possível substituto para o sexo entre parceiros", concluíram.

Outra pesquisa, publicada em maio pelos economistas Nathan Hudson e Hernan Moscoso Boedo, da Universidade de Cincinnati, encontrou evidências de tendências semelhantes desde 2007.

Eles analisaram dados do Banco Mundial que medem a penetração dos smartphones e as taxas de fertilidade adolescente em 128 países.

Os pesquisadores constataram que a queda das taxas de natalidade se acelerou quando os smartphones passaram a estar amplamente disponíveis, um fenômeno observado em países "com sistemas de saúde, assistência social, ambientes econômicos e contextos culturais fundamentalmente diferentes".

Isso, concluíram, aponta para "um choque tecnológico global comum".

Alguns acadêmicos, porém, continuam céticos.

Por exemplo, os nascimentos entre adolescentes nos Estados Unidos vêm diminuindo desde o início da década de 1990, muito antes do surgimento dos smartphones.

J.Yaser--CdE